segunda-feira, 31 de maio de 2010

A grande maratona...

Outubro de 2005, o glorioso desloca-se ao terreno do eterno rival, o Foculporto, naquela que seria a viagem mais duradoura da história dos caminhos ferroviários Portugueses. A partida estava prevista para as 14:00h e o regresso com hora de chegada prevista para as 05:00h da madrugada seguinte.


Ás 14:00h em ponto o comboio transportando os cerca de 2500 claqueiros do SLB e mais alguns ACAB partia de Stª Apolónia rumo á estação da Campanhã, durante a viagem muita diversão, álcool, cânticos de apoio, cartadas, brincadeiras etc foram a tónica da viagem que decorreu sem grandes incidentes, com algumas paragens pelo meio para recolher Benfiquistas de outras localidades, á chegada á Campanhã revista e mais revista feitas pelos ACAB.


O cortejo correu lindamente até á chegada ao Dragão que como de costume teve os seus momentos de maior exaltação com cânticos provocatórios de parte a parte mas sem nenhum incidente digno de registo, algumas bastonadas e pouco mais.



Já dentro do estádio o apoio foi fantástico, o SLB deu um banho de bola ao Foculporto e o melhor estava para vir, aquele rapaz que nunca tinha marcado no Dragão, facturou e ainda por cima por duas vezes, rapaz de seu some, Nuno Gomes, a loucura nas bancadas foi total e o SLB sairia vitorioso e sem espinhas do Dragão.


A viagem de regresso é que enfim, foi um suplício, começou novamente com a palhaçada das revistas ainda antes da entrada no comboio, ainda deu no entanto para o primeiro grande momento da viagem de regresso. Ainda no tunel de acesso ao comboio, no que mais parecia uma lata de sardinhas com tanta gente em procissão, ouve-se um telefone a tocar, o proprietário atende e num tom de visível consternação diz "estamos quase a chegar, já estamos em vila Franca" mal imaginava ele o que lhe esperava a viagem de regresso.
O comboio tinha hora prevista de saída ás 01:05h mas por incrível que pareça arrancou por volta da 02:15h, mas isso comparado com o que viria a seguir não era nada, pois bem logo á chegada a Espinho os nossos amigos tripeiros colocaram um bólide na linha de modo a que o nosso Comboio descarrilasse ou algo parecido. Resolvido o problema do carro a viagem prosseguiu, entre outros percalços á chegada á Ameeira o trem berrou, não andava para a frente, só para trás, ao ponto de termos andado meia hora para trás para mudarmos de linha e á espera que uma locomotiva de reboque viesse de Lisboa para nos puxar, nisto já era quase de manhã. Entretanto na Malveira mais uns episódios, uns tristes outros nem tanto, desviaram da montra de uma pastelaria um bolo de noivado ao qual o pasteleiro muito teve de correr para tentar reaver o dito bolo, sem sucesso, ainda se ouviram cânticos do género "ninguém para o padeiro". O comboio estava prestes a arrancar quando ao longe se viam uns quantos a correr atrás do comboio, tinham ido tomar o pequeno almoço, se uns conseguiram ter sucesso, outros nem por isso, tiveram de arranjar outro meio de transporte para completar o resto da viagem. Entretanto já com o comboio em andamento muitos telefones tocaram e houve até algumas conversas bem giras do género "como queres que te avise que já cheguei se ainda não cheguei", faço ideia a quantidade de maridos e mulheres que tiveram de explicar aos respectivos o motivo de tamanho atraso.

Já o dia ia bem adiantado quando o comboio percorria a linha de Sintra perto da 11:00h quando nas estações intermédias muitos habitantes locais olhavam boqueabertos para o nosso comboio questionando-se, porque não pára o comboio? que fazem aqueles inúmeros malucos a esta hora com cachecóis e bandeiras, se o jogo foi ontem á noite? de onde vieram? enfim histórias para contar-mos aos nossos netinhos...


Finalmente ao meio dia e alguns minutos chegámos são e salvos á estação de Stª Apolónia, visivelmente cansados e ensonados mas com aquele sorrisinho maroto de quem trazia os três pontinhos do estádio do Dragão.
Foi uma viagem longa, com muitos percalços pelo caminho, mas todos estávamos com o mesmo sentimento de que se pudessemos voltariamos a repetir aquela viagem...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Uma viagem para recordar...

Um sitio mitico onde os Beatles começaram a tocar os primeiros acordes...


O meu eterno amigo John Lennon...

A entrada para uma das lojas do estádio...



A excelência da mitica bancada "KOP"



Os suspeitos do costume...

Março de 2006, o Campeão partia á procura de um sonho, muitos milhares de benfiquistas seguiram-no e apoiaram-no incondicionalmente, incluindo eu. Direi mesmo a viagem mais marcante que fiz a acompanhar o meu glorioso.


Ouvir isto em Anfield Road, é qualquer coisa de indiscritível, só mesmo estando lá, momento mágico.

Enfim apenas algumas das muitas imagens que tenho guardadas no pc e na memória, um dia aqui relatarei a história na sua totalidade...
Deliciem-se.







terça-feira, 11 de maio de 2010

O campeão voltou...



9 de Maio de 2010, Portugal saiu á rua para ver de perto a chegada do senhor, ao contrário do que possam pensar, não era sua santidade mas sim o grande e ilustre Jesus, Jorge Jesus. Roubando a originalidade da frase a outro grande senhor de seu nome José Mourinho, quando chegou á luz disse alto e bom som para quem quizesse ouvir, "vamos ser campeões", chegou, viu e venceu, a ele se deve e muito o futebol espectáculo que a nossa equipa praticou esta época.


Um pouco por todo o Mundo se festejou como nunca, mas sem duvida nenhuma o epicentro da festa, para além da Catedral da Luz, foi a Praça Marquês de Pombal e arredores, parafraseando o Astro Pablito Aymar, " já me tinham dito que isto seria uma loucura, mas longe de imaginar que iria ser ainda melhor", de facto o Benfica é enorme, milhares de Benfiquistas espalhados um pouco por toda a Capital a festejar e a soltar toda a sua alegria por fazer parte da família que é o Glorioso.
O jogo em si podia ter sido bem melhor mas verdade seja dita que as conquistas assim ainda dão mais gozo, apesar do sofrimento desnecessário, esta conquista ainda foi mais saborosa, aquele golo logo no início foi inesquecivél pelo ambiente festivo que o envolveu, a certa altura pensei que o estádio ia a baixo, corri que nem louco para cima de uns quantos que estavam a festejar perto do muro de segurança e por pouco voava sobre os Stewards (ou adeptos previligiados), e ainda embati com a canela no muro tamanha a velocidade que levava, parecia o TGV do Socratas, foi único aquele momento, incrível a alegria estampada no rosto de todos os que lá estavam.
Enfim um dia para mais tarde recordar e repetir vezes sem conta, acho que nunca na vida gritei tantas vezes o nome Jesus.

Nota 1: Uma palavra para o Mantorras que não sei porquê não estava na festa, apesar das suas óbvias limitações, muitos pontos conquistados no campeonato 2004/2005 que conquistámos, a ele o devemos, além de que ele está acabado para o futebol á conta do nosso Benfica, por tudo isso aqui fica o meu forte abraço ao menino.

Nota 2: Por muito que não queira ver os nossos jogadores tugas na Selecção do Brasil B, confesso que seria um prémio justo para alguns deles, só espero que o F. coentrão não jogue um único jogo, não me idêntifico com esta selecção, e mais acho uma tremenda injustiça o Guarda-Redes menos batido do campeonato (a par do Eduardo) não ser chamado á selecção, enfim Qaralhoz no seu melhor.

Ps - Se alguém souber quem eram aquelas duas gajas que estavam ao lado do Makelele no Domingo aquando do golo do rio Ave, segundo mostraram as imagens da Oliveirinha TV, que me informe...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O desabafo de um seguidor...

Ao longo dos meus anos de Benfiquista aprendi a amar o meu SLB e a odiar os outros, ou seja, em Portugal existe o SLB e os outros. A cada dia que passa sinto mais essa realidade que nunca, todos nos odeiam e nos invejam, somos uma doença para os outros, doença essa sem cura, ou se ama ou se odeia.
Convivo diariamente com outros seres mortais que me olham com inveja e com odio por defender com toda a naturalidade aquele que muitas vezes me fez jorrar lágrimas de felicidade e muitas poucas vezes de tristeza, longe vão os tempos em que me dava um gozo enorme acompanhar o meu pai e outros familiares ao antigo estádio, hoje em dia continuo a acompanhar o meu Benfica com o simples propósito de ver e apoiar os meus quer em alturas de maior fulgor mas também nos dias menos bons, e aí sim, somos importantes, é nos momentos menos bons que se vêm os verdadeiros Benfiquistas, aqueles que lá estão faça chuva ou faça sol, seja em Portugal ou no estrangeiro. Este fim de semana fiquei com a nitida sensação que Portugal se resume a uma cota parte da da 2.ª circular e mais alguns pontos do país, o resto é galiza e até mesmo bem perto da zona de benfica, do outro lado da 2.ª circular, militam outros seres sem identidade que se denominam como sendo do seportem, clube que quando ganha apoiam, quando perde apoiam qualquer clube que não seja o SLB, vibram mais com as nossas derrotas que com as vitorias do seu clube, não lembra a ninguém oouvir em pleno alvalixo milhares a gritarem "nós só queremos Domingos campeão", cuspir na sopa ás vezes pode sair caro... Quanto aos andrades, nem palavras merecem, sou superior a isso...