Outubro de 2005, o glorioso desloca-se ao terreno do eterno rival, o Foculporto, naquela que seria a viagem mais duradoura da história dos caminhos ferroviários Portugueses. A partida estava prevista para as 14:00h e o regresso com hora de chegada prevista para as 05:00h da madrugada seguinte.

Ás 14:00h em ponto o comboio transportando os cerca de 2500 claqueiros do SLB e mais alguns ACAB partia de Stª Apolónia rumo á estação da Campanhã, durante a viagem muita diversão, álcool, cânticos de apoio, cartadas, brincadeiras etc foram a tónica da viagem que decorreu sem grandes incidentes, com algumas paragens pelo meio para recolher Benfiquistas de outras localidades, á chegada á Campanhã revista e mais revista feitas pelos ACAB.

O cortejo correu lindamente até á chegada ao Dragão que como de costume teve os seus momentos de maior exaltação com cânticos provocatórios de parte a parte mas sem nenhum incidente digno de registo, algumas bastonadas e pouco mais.

Já dentro do estádio o apoio foi fantástico, o SLB deu um banho de bola ao Foculporto e o melhor estava para vir, aquele rapaz que nunca tinha marcado no Dragão, facturou e ainda por cima por duas vezes, rapaz de seu some, Nuno Gomes, a loucura nas bancadas foi total e o SLB sairia vitorioso e sem espinhas do Dragão.

A viagem de regresso é que enfim, foi um suplício, começou novamente com a palhaçada das revistas ainda antes da entrada no comboio, ainda deu no entanto para o primeiro grande momento da viagem de regresso. Ainda no tunel de acesso ao comboio, no que mais parecia uma lata de sardinhas com tanta gente em procissão, ouve-se um telefone a tocar, o proprietário atende e num tom de visível consternação diz "estamos quase a chegar, já estamos em vila Franca" mal imaginava ele o que lhe esperava a viagem de regresso.
O comboio tinha hora prevista de saída ás 01:05h mas por incrível que pareça arrancou por volta da 02:15h, mas isso comparado com o que viria a seguir não era nada, pois bem logo á chegada a Espinho os nossos amigos tripeiros colocaram um bólide na linha de modo a que o nosso Comboio descarrilasse ou algo parecido. Resolvido o problema do carro a viagem prosseguiu, entre outros percalços á chegada á Ameeira o trem berrou, não andava para a frente, só para trás, ao ponto de termos andado meia hora para trás para mudarmos de linha e á espera que uma locomotiva de reboque viesse de Lisboa para nos puxar, nisto já era quase de manhã. Entretanto na Malveira mais uns episódios, uns tristes outros nem tanto, desviaram da montra de uma pastelaria um bolo de noivado ao qual o pasteleiro muito teve de correr para tentar reaver o dito bolo, sem sucesso, ainda se ouviram cânticos do género "ninguém para o padeiro". O comboio estava prestes a arrancar quando ao longe se viam uns quantos a correr atrás do comboio, tinham ido tomar o pequeno almoço, se uns conseguiram ter sucesso, outros nem por isso, tiveram de arranjar outro meio de transporte para completar o resto da viagem. Entretanto já com o comboio em andamento muitos telefones tocaram e houve até algumas conversas bem giras do género "como queres que te avise que já cheguei se ainda não cheguei", faço ideia a quantidade de maridos e mulheres que tiveram de explicar aos respectivos o motivo de tamanho atraso.
Já o dia ia bem adiantado quando o comboio percorria a linha de Sintra perto da 11:00h quando nas estações intermédias muitos habitantes locais olhavam boqueabertos para o nosso comboio questionando-se, porque não pára o comboio? que fazem aqueles inúmeros malucos a esta hora com cachecóis e bandeiras, se o jogo foi ontem á noite? de onde vieram? enfim histórias para contar-mos aos nossos netinhos...

Finalmente ao meio dia e alguns minutos chegámos são e salvos á estação de Stª Apolónia, visivelmente cansados e ensonados mas com aquele sorrisinho maroto de quem trazia os três pontinhos do estádio do Dragão.
Foi uma viagem longa, com muitos percalços pelo caminho, mas todos estávamos com o mesmo sentimento de que se pudessemos voltariamos a repetir aquela viagem...

Guardo na memória, todos os segundos desta viagem! E, tens razão, no final o sentimento é:
ResponderEliminar"Voltavas a fazê-la, sabendo destes sobressaltos?!?
- Sim, fazia!"
Impecável mesmo! (claro que o resultado ajudou a que tudo tivesse corrido bem... senão.......nem quero pensar :p)
P.s. so falta referir que à chegada à Malveira, recordo-me de um gajo acordar com o telemovel (que tinha o som do Dartacão LOLOLOL) e responder a quem perguntada (a sua mulher...):
"Óh filha, saimos do jogo e fui para as putas..."
Depois de desligar, comenta com o colega de lugar:
"Se eu contasse o que se passou, ela não acreditava, por isso, disse-lhe que fui às putas..."
LOLOL
Depois dessa directa, passado apenas 1 dia já me estava a fazer à estrada para Vilarreal. Foram 2 directas seguidas. Culpado? O Benfica. All street ahead!
ResponderEliminarJá vi que preferem ficar no piso 0 da Sagres. Sois uns meninos. Subir e descer 4 lances de escada na Catedral não é para todos!!
De facto aquela viagem marcou-nos um pouco a todos os que a vivemos pelos melhores e pelos piores motivos, mas sempre com o SLB como pano de fundo.
ResponderEliminarQuanto ao piso G ainda nada está dicidido, são apenas opiniões, no entanto gostava que construíssemos um grupinho fixe para irmos e estarmos todos juntos a ver o Glorioso...
Devo dizer-vos que fui ao dragão este ano, de comboio, again e... não foi a mesma coisa! Essa viagem foi INESQUECÍVEL! Pelo grupo, pelas peripécias, pelo Nelito :p, pelo concurso com o sagres :p e, pela vitória, obviamente!!
ResponderEliminarG., o piso 0 tem outro sabor... mas, onde decidirem eu alinho! Quero é ver a bola connvosco! Ahh, e toca a guardar já 2 euritos por dia para ir ver um jogo da champions fora!
Estou de acordo, o que conta é reunirmos o máximo de pessoal e vermos todos juntos a bola e beber uma jolas ou uns galões...
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